Frases que possuem uma melodia cantada ou falada, como cantigas, versinhos e brincadeiras com palavras. Foram mantidas entre aspas para preservar sua forma na oralidade.
“Chuva e sol, casamento de espanhol, sol e chuva, casamento de viúva” (diz-se quando chove em dia ensolarado)
“Exibida colorida come casca de ferida. Come bem, come mal, come tripa de animal” (diz-se para brincar ou xingar alguém)
“Ana banana, faz xixi na cama. Debaixo da tua cama tem um bicho que te ama” (diz-se para brincar ou xingar alguém)
“Bem feito, cheira o cu do prefeito” (diz-se para brincar ou xingar alguém)
“Vaca amarela, cagou na panela, quem falar primeiro, come toda a merda dela” (diz-se para impor silêncio entre os presentes)
“Mene, mene, mu, haus pes tu” (antes de iniciar um jogo ou brincadeira, para escolher alguém. A expressão provavelmente vem do alemão “Ene mene muh” = rimas para contagem, “und raus bist du” = E você está fora)
“Minha mãe mandou eu escolher esse daqui. Mas como eu sou teimoso eu escolhi esse daqui” (canta-se para escolher entre algumas opções ou pessoas numa brincadeira)
“Bota o c* no rio, assobia pro teu tio que ele vem te buscar de navio” (diz-se em resposta à interjeição “ai que frio”. Variação: “Bate a bunda no rio”)
“Deixa que eu toco sozinho” (diz-se fazendo o gesto de tocar violão após retirar a mão rapidamente quando o outro fez menção de tocá-la como um cumprimento, assim que foi convocado com a frase “toca aqui”)
“Sou pequenina de perna grossa, vestido curto, papai não gosta”
“Lá atrás daquele morro, tem um pé de carambola, quem quiser casar com a moça, prende a velha na gaiola”
“Roda cutia, de noite e de dia, o galo cantou e a casa caiu”
“Sou pequenininha do tamanho de um botão, carrego papai no bolso e mamãe no coração. O bolso estava furado, papai caiu no chão, a mamãe que é mais querida, ficou no coração”
“Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão. Menininha quando dorme, põe a mão no coração”
“Dedo mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo, mata piolho” (nomes dos dedos da mão)
“Uni, duni, tê. Salamê minguê. Um sorvete colorê o escolhido foi você” (antes de iniciar um jogo ou brincadeira, para escolher alguém)
“Quem quiser brincar põe o dedo aqui, porque a casinha vai fechar” (diz-se para convocar as crianças para uma brincadeira, com a mão aberta virada para baixo fechando a mão e os demais colocam o dedo antes de ela fechar)
“Eu gosto da letra M, por ela tenho paixão. Com ela escrevo Maria, Maria do meu coração”
“Escrevi teu lindo nome nas brancas areias do mar, e as ondas com ciúme vieram teu nome apagar”
“Está relampeando mas não é para chover. É meu amor que da serra vai descer”
“Quando eu era pequenina minha mãe me dava leite. Agora que sou grande minha mãe me dá cacete”
“Te benzo, te curo, cabeça de burro. Te benzo e te arrenego, cabeça de prego” (diz-se para curar pequenas feridas na pele de alguém)
Cantigas
“Com quem será, com quem será que a fulana vai casar? Vai depender, vai depender se o fulano vai querer” (canta-se após o ‘Parabéns a você’ com o nome da/o aniversariante e sua/seu pretendente)
“Vestidinho branco fica muito bem, pra menina fulana, que não quer ninguém, ninguém, ninguém. Nem por dentro, nem por fora. Só quer o menino fulano quem ela namora. Sempre namorou, vai entrar na roda quem ela abraçou” (canta-se em uma brincadeira de roda)
“Marcha soldado, cabeça de papel. Quem não marchar direito vai preso no quartel. O quartel pegou fogo, a polícia deu sinal. Acode, acode, acode, a bandeira nacional” (canta-se como brincadeira)
“Nabuco foi a fonte, caçar borboleta, encontrou uma velha com a mão na bu…. co foi a fonte” (canta-se como brincadeira)
“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar. Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar. O anel que tu me deste era vidro e se quebrou. O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou” (canta-se em uma brincadeira de roda)
“Bicicleta, bicicleta, sem parar, sem parar. Sempre mais ligeiro, sempre mais ligeiro, até cansar, até cansar” (canta-se enquanto as pernas estão simulando o movimento de pedalar)
“Jacaré foi ao mercado, não sabia o que comprar. Comprou uma cadeira pra comadre se sentar. A comadre se sentou, a cadeira quebrou, jacaré chorou, chorou, pelo dinheiro que gastou” (canta-se em uma brincadeira de roda)
“Escravos de Jó, jogavam caxangá. Tira, bota, deixa o zabelê ficar. Guerreiros com guerreiros, fazem ziguezigue zá”
“Fui no Tororó beber água não achei, achei bela morena, que no Tororó deixei. Aproveita minha gente, que uma noite não é nada, se não dormir agora, dormirá de madrugada. Oh! Mariazinha, oh! Mariazinha, entra nesta roda ou ficarás sozinha”
“Ô, marinheiro, marinheiro – marinheiro só. Quem te ensinou a navegar? – marinheiro só. Foi o tombo do navio – marinheiro só. Ou foi o balanço do mar? – marinheiro só”
“Meu limão, meu limoeiro, meu pé de jacarandá. Uma vez, tindolelê, outra vez, tindolalá”
“Como pode o peixe vivo viver fora d’água fria? Como pode o peixe vivo
Viver fora d’água fria? Como poderei viver, como poderei viver, sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia?”
“A canoa virou por deixá-la virar, foi por causa da Maria que não soube remar. Siriri pra cá, siriri pra lá, Maria é velha e quer casar. Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar, eu tirava a Maria lá do fundo do mar”
“Se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante, para o meu, para o meu amor passar. Nesta rua, nesta rua tem um bosque, que se chama, que se chama solidão, dentro dele, dentro dele mora um anjo, que roubou, que roubou meu coração. Se eu roubei, se eu roubei teu coração, tu roubaste, tu roubaste o meu também, se eu roubei, se eu roubei teu coração, é porque, é porque te quero bem”
“Eu queria se balaio, balaio eu queria ser, pra ficar dependurado, na cintura de você. Balaio meu bem, balaio sinhá, balaio do coração. Moça que não tem balaio, sinhá, bota a costura no chão”
“Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega essa criança que tem medo de careta. Não, não, não, ele é coitadinho, ele está chorando porque ele é bonitinho”
“Cai cai balão, cai cai balão, aqui na minha mão. Não cai não, não cai não, não cai não, cai no meio do salão”
“Capelinha de melão é de São João, é de cravo, é de rosa, é de manjericão. São João está dormindo, não acorda não, acordai, acordai, acordai, João”
“O cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada, o cravo saiu ferido e a rosa, despedaçada. O cravo ficou doente, a rosa foi visitar, o cravo teve um desmaio, a rosa pôs-se a chorar”
“Há três noites que eu não durmo, ola lá. Pois perdi o meu galinho, ola lá. Pobrezinho, ola lá, coitadinho, ola lá, ele faz quiriquiqui. Ele é branco e amarelo, ola lá. Tem a crista vermelhinha, ola lá. Bate as asas, ola lá, abre o bico, ola lá, ele faz quiriquiqui”
“Ai bota aqui, ai bota aqui o seu pezinho. O seu pezinho bem juntinho com o meu. E depois não vá dizer que você se arrependeu”
“Pirulito que bate bate, pirulito que já bateu. Quem gosta de mim é ela, quem gosta dela sou eu”
“Samba Lelê tá doente, tá com a cabeça quebrada, Samba Lelê precisava de umas dezoito lambadas. Samba, samba, samba ô Lelê, pisa na barra da saia ô Lalá”
“Sapo Cururu na beira do rio, quando o sapo pula, Maninha, é porque tem frio. A mulher do sapo, deve estar lá dentro fazendo rendinha, Maninha, para o casamento”
“Teresinha de Jesus de uma queda, foi ao chão. Acudiram três cavalheiros, todos três chapéu na mão. O primeiro foi seu pai, o segundo seu irmão, o terceiro foi aquele que a Teresa deu a mão. Da laranja quero um gomo, do limão quero um pedaço, da morena mais bonita, quero um beijo e um abraço”
“Atirei o pau no gato-to, mas o gato-to, não morreu-reu-reu. Dona Chica-ca, admirou-se-se do berrô, do berrô que o gato deu: Miauuu”
“Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é. Caranguejo só é peixe na enchente da maré. Palma, palma, palma. Pé, pé, pé. Roda, roda, roda. Caranguejo peixe é”
“O sapo não lava o pé, não lava porque não quer, ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer. Mas que chulé”
“Um, dois, feijão com arroz. Três, quatro, feijão no prato. Cinco, seis, falar inglês. Sete, oito, comer biscoito. Nove, dez, que burro que tu és”